quinta-feira, 27 de maio de 2010

Descaso com educação rural


A Pesquisa encomendada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) viu que 33 das 50 escolas que o estudo analisou não possuem computadores, metade delas não possui diretor e todos os alunos estavam em classes misturadas. Às condições precárias das instituições de ensino somam-se a falta de assistência e acompanhamento dos pais nos deveres de casa dos estudantes. Entre os alunos, quase metade já foi reprovada ao menos uma vez, apenas 32% das escolas têm banheiros adequados.
Na área rural, há quase seis milhões de alunos matriculados no ensino básico regular em aproximadamente 53 mil escolas, mas quase metade delas só tem uma sala de aula. Os alunos de escolas rurais do País apresentam desempenho pior em matemática: 18% inferior à média nacional, enquanto que o desempenho de português fica apenas 6% abaixo.
O interessante é quem mesmo diante dessa triste situação, mais da metade das famílias acredita que o aluno vai chegar ao ensino superior e quase todos os alunos disseram que seus pais "falam para ir para a escola e não faltar às aulas". Apesar disso, existe um fator que atrapalha muito: o trabalho. Quase um terço das crianças trabalham. Isso mesmo! A maior parte (92%) "ajuda os pais na roça" ou "com o gado".

"Na década de 90 a educação no campo foi pensada de maneira equivocada. Priorizou-se o transporte escolar dessas crianças para a cidade e muitas escolas foram fechadas. Hoje os municípios têm um gasto enorme com transporte escolar quando esses recursos poderiam ser investidos em capacitação desses professores, equipamentos e infraestrutura." Presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Carlos Eduardo Sanches. E mesmo assim 77% dos ônibus não têm cinto de segurança nos assentos dos passageiros, o que é obrigatório.

76% das escolas rurais ainda utilizam mimeógrafo


De acordo com o estudo, as condições são precárias nessas escolas: a maioria tem apenas quadro negro e giz como recurso pedagógico. A situação é ainda pior com relação aos estudantes: são multisseriados, ou seja, de diferentes idades e estudam em uma mesma classe, aprendendo conteúdos diferentes de acordo com a série em que estão. Esse modelo é muito comum nas escolas rurais, uma vez que elas contam com poucos alunos e dificuldade de acesso a professores.
E o educador? Dos professores ouvidos pela pesquisa, mais da metade tinham curso superior mas, recebiam de um a dois salários mínimos por mês. Muitas vezes, o professor é obrigado a desempenhar múltiplas tarefas: além de ensinar, tem que limpar a sala e preparar a merenda. E tem mais! Quanto mais pobre a família, pior é o resultado da avaliação. Metade dos alunos de escolas rurais é das classes D e E e teve o resultado 50 pontos abaixo da média nacional.

Cerca de 70% das escolas rurais não tem biblioteca


A educação na zona rural do Brasil está decadente. Essa é a principal conclusão da pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) junto a cinquenta escolas localizadas no campo.

O interessante é quem mesmo diante dessa triste situação, mais da metade das famílias acredita que o aluno vai chegar ao ensino superior e quase todos os alunos disseram que seus pais "falam para ir para a escola e não faltar às aulas". Apesar disso, existe um fator que atrapalha muito: o trabalho. Quase um terço das crianças trabalham. Isso mesmo! A maior parte (92%) "ajuda os pais na roça" ou "com o gado

Mais de 90% das escolas rurais não tem internet

Entre as 50 escolas rurais de dez Estados que participaram de uma pesquisa da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil),92% não têm acesso à internet. os dados foram divulgados nesta quinta-feira (20) e apontam uma realidade preocupante no ensino rural.
O presidente da Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação), Carlos Eduardo Sanches, disse que os resultados apontados pela pesquisa são consequência do descaso com a educação a partir da priorização das escolas urbanas.

sábado, 22 de maio de 2010

Esse cartaz, mostra o lado Europeu escravocrata que roubou um pouco da cultura de cada povo, que humildemente se redeu as suas ideologias facistas. Roubaram a cultura de varios países sem que ao menos pudessem lutar, se aproveitaram da gente desprotegida.
Hoje ainda restam os herdeiros das ideologias facista, que já não podem chicotear, amordaçar,exilar, condenar a morte, violentar as mulheres e abusar de crianças, mas os estrageiros e seus descendentes, principalmente negros africanos e judeus, ainda sofrem preconceitos, herança deixada pelos capitalistas,burgueses e Europeus.
Iáskara Sherly

terça-feira, 18 de maio de 2010

Ministro anuncia criação de bolsas de pós-graduação para negros

Da Agência Brasil

Brasília – No dia em que se comemora os 122 anos da Lei Áurea, o ministro da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Eloi Ferreira, anunciou hoje (13) a criação de 250 bolsas de pós-graduação para alunos negros ou pardos e um aumento de 200 bolsas do Programa de Iniciação Científica (Pibic), que passarão de 600 para 800 em 2010.

O ministro destacou que, apesar de o sistema de cotas não ser obrigatório no Brasil, 91 universidades públicas do país adotam a reserva de vagas no vestibular para alunos negros.

Ele também anunciou o lançamento de um selo para identificar as instituições de ensino que promovem a Lei nº 10.639, de 2003. O texto tornou obrigatória a inclusão da história do povo negro e suas contribuições culturais, econômicas e sociais para o país no currículo de ensino infantil, fundamental e médio. A entrega dos selos ocorrerá em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra.

Para Eloi Ferreira, as ações divulgadas hoje ajudam a corrigir injustiças e distorções históricas. “A promulgação da Lei Áurea não foi acompanhada de uma inclusão educacional, habitacional e isso faz com que até hoje o negro continue na base da pirâmide social”, afirmou.

O ministro defendeu também a criação do Estatuto de Igualdade Racial, que já foi aprovado pela Câmara e aguarda votação no Senado. “Essa lei será como um segundo artigo da Lei Áurea. Ela garante o respeito às religiões de matriz africana e garante a possibilidade de acesso à terra aos remanescentes quilombolas”, destacou.

Edição: Juliana Andrade

Pesquisadores defendem que educação nutricional deve constar no currículo escolar

Carência vitamínica

Boas escolhas: o consumo de frutas e hortaliças é 15,7% da quantidade mínima de 400g/dia sugerida pela OMS

Foto: Reprodução

DIÁRIO DO NORDESTE



O hábito alimentar dos brasileiros tem sofrido sérias mudanças nos últimos 25 anos, e para pior. Alimentos com alto teor de gordura e sal se tornaram itens frequentes na dieta familiar. O consumo de produtos embutidos, como mortadela e linguiça aumentou 300%, enquanto o de refrigerantes 400%, (segundo dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares). O levantamento mostrou também que a ingestão de frutas, verduras e legumes está longe de ser a ideal do mínimo aconselhável para a manutenção da saúde, alcançando apenas 1/3 das 400 gramas recomendadas pelo Guia Alimentar para a População Brasileira.

Exemplos da carência alimentar dos brasileiros não faltam. Duas, em cada três pessoas, não ingerem a quantidade recomendada de nutrientes considerados essenciais, como o ferro, cálcio e vitamina D.

Foi o que constatou o BRAZOS (2006), estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Universidade de São Paulo (USP), e que é considerado até então a maior e mais completa amostragem da saúde nutricional da população adulta (rural e urbana) sobre o consumo de micronutrientes (vitaminas e minerais em pequena quantidade no organismo).

Segundo a nutricionista Andréa Ramalho, coordenadora do Núcleo de Pesquisa em Micronutrientes do INJC/UFRJ, as mudanças nos hábitos alimentares estão ligadas ao sedentarismo, sobrepeso, uso de álcool e tabaco e se relacionam ao desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como o diabetes tipo 2, hipertensão e obesidade. Estas respondem por 44,1% das mortes no Brasil.

"A dieta é um fator modificável de grande impacto para a prevenção de doenças", afirma Ramalho, palestrantes do simpósio "Mitos e verdades sobre suplementação vitamínica", promovido pelo Laboratório Wyeth, em São Paulo.

No entanto, uma dieta equilibrada nem sempre é sinônimo de que o organismo está absorvendo todos os micronutrientes necessários. A presidente da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição, Dra. Silvia Cozzolino ressalta que os alimentos podem até conter a quantidade adequada de nutrientes, porém, se pouco bio-disponíveis, pode ocasionar graves deficiências. "A biodisponibilidade de um nutriente está vinculada com a sua acessibilidade para processos metabólicos e fisiológicos, ou seja, a eficiência com que o componente da dieta será utilizado".

Biodisponibilidade

A idade; a composição dos alimentos em uma mesma refeição; o acúmulo de gordura; o uso de medicamentos, cigarro e álcool; a qualidade do solo onde foi cultivado o alimento; e o clima são fatores que interferem na biodisponibilidade de nutrientes. Entre os minerais, o ferro é o que requer maior atenção, já que a sua biodisponibilidade, muito baixa, varia de acordo com as regiões do Brasil.

No Nordeste, especialmente no Ceará, em função da qualidade do solo e do clima, o feijão concentra uma maior porcentagem de ferro, enquanto no Sudeste o índice do mineral nesse alimento é muito abaixo do recomendado, o que leva a população a ter que consumir outros alimentos ou recorrer a suplementação vitamínica e mineral para ter o aporte correto de nutrientes essenciais.

Além do ferro, a dieta do brasileiro é pobre em vitaminas A, E e D, assim como iodo e zinco. Essas deficiências, de acordo com as pesquisas, independem do sexo e condição sócio-econômica do indivíduo, estão mais relacionadas ao histórico familiar, estilo de vida e dieta alimentaFrutas de menos

O Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel/2008), mostrou que o consumo de frutas e hortaliças no Brasil é de apenas 15,7% da quantidade mínima de 400g (cinco porções/dia) sugerida pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Assim, muitos brasileiros não consomem em uma semana o que é recomendado para a ingestão diária.

Em detrimento dos benefícios das vitaminas contidas nas frutas, 27,8% dos brasileiros ouvidos na pesquisa confirmaram sua preferência por refrigerantes: a bebida é ingerida em cinco ou mais dias da semana; e 33,8% optam por carnes com gordura.

Educação alimentar

Segundo o ABRAZOS, 76% da população brasileira é sedentária, 25% faz uso de tabaco, 60% sofre de sobrepeso e 13% de obesidade. Esses fatores estão diretamente relacionados aos hábitos alimentares. "Nunca se fez tanto diagnóstico para mostrar esse cenário, o que falta é otimizar as informações disponíveis. Para auxiliar e orientar a população deve acontecer sempre um atendimento multidisciplinar entre os profissionais da área de saúde", alerta Andréa Ramalho.

É preciso combater a deficiência dos micronutrientes já instalada e prevenir novos casos através da fortificação alimentar e suplementação vitamínica e mineral. Uma das opções é investir em educação alimentar e conscientizar a população para o consumo adequado de nutrientes. A outra é incluir a disciplina de educação nutricional no currículo escolar, além d e disponibilizar informações sobre nutrição em locais públicos.

NECESSIDADE

Tabaco: os fumantes têm maior necessidade de vitamina C;
Bebidas alcoólicas: a ingestão de mais de 1 drinque /dia faz com que a pessoa necessite de um maior consumo de vitaminas B1, B6 e cálcio;
Anticoncepcionais: seu uso aumenta a necessidade da pessoa ingerir maior quantidade de vitaminas C, dos complexos B6 e B12, além d e ácido fólico;
Drogas: interferem nos diferentes passos do metabolismo dos micronutrientes, podendo causar deficiências nutricionais graves.

Hábito

27,8 dos brasileiros consomem refrigerantes em cinco ou mais dias da semana; 33% ingerem carnes com excesso de gordura. Os números são do estudo ABRAZOS

Feijão cearense possui maior teor de selênio

Profa. Carla Soraya C. Maia

As doenças crônicas não transmissíveis são fortemente influenciadas pelos hábitos alimentares. A população tem modificado seus hábito s de forma a acrescentar alimentos ricos em gordura (incluindo as saturadas) e carboidratos simples como o "açúcar de mesa", a sacarose. Por outro lado, excluímos alimentos ricos em fibras, vitaminas e minerais como as leguminosas (feijão), grãos e cereais (milho e arroz), frutas e verduras. As DCNT são uma epidemia mundial que nenhum recurso da indústria farmacêutica ou alimentícia tem sido capaz de barrar. Resta-nos pensar numa solução simples e de longo prazo: a educação alimentar.

No Ceará dispomos de uma variedade de frutas tropicais ricas em antioxidantes, alimentos regionais (milho e derivados) e demais vegetais, todos ricos em micronutientes, que apesar do termo "micro" desempenham funções essenciais para a prevenção de doenças. Exemplo disto é a presença de selênio em abundância no solo cearense. Este mineral é responsável pelo sítio ativo da enzima antioxidante glutationa peroxidase, atua no controle metabólico da glândula tireóide e mecanismos relacionados ao sistema imunológico. Estudo feito na USP com feijões de todo o Brasil, mostrou que o feijão produzido no Ceará possui a maior concentração de selênio; em estudo realizado com indivíduos do Ceará encontramos uma atividade antioxidante elevada e menores indicadores de estresse oxidativo quando comparados a um grupo de São Paulo. Enfim, é possível com dieta saudável prevenir ou controlar os agravos das DCNT proporcionando melhora na qualidade de vida das pessoas.

* Doutora em Nutrição Humana((USP) e Profa. adjunta do curso de Nutrição da UECE

segunda-feira, 17 de maio de 2010

sábado, 15 de maio de 2010

CAMPANHA REAJA CONTRA O GENOCÍDIO DO POVO NEGRO


Depoimento de Hamilton Borges Walê é poeta e contista e principal
articulador da Campanha Reaja ou será mort@. Coordena o Projeto Cultura
Intramuros na Penitenciária Lemos Brito e é militante do Movimento Negro
Unificado/BA.


O Reaja é uma campanha, basicamente contra o genocídio da
população negra
e que tem duas vertentes. Uma é a pressão direta
sobretudo contra o modelo de segurança pública vigente, a brutalidade
policial que nos afeta diretamente e os grupos de extermínio. A outra
vertente, que é a vertente de formação, a gente acredita na articulação
cultural comunitária, ou seja, a gente acredita que tem que fazer o
roteiro inverso. A gente tem que ir às comunidades, levantar os
problemas, informar as pessoas para um tipo de militância de Movimento
Negro que fortaleça sua autonomia e seja realmente independente, o que é
muito difícil.
O Reaja surgiu em 2005. No dia 12 de maio daquele ano nós
fizemos um ato na porta da Secretaria de Segurança Pública, que na
verdade é a Delegacia Central da Polícia Civil, mas ali é o símbolo da
Secretaria de Segurança Pública, no Largo da Piedade, um ato que nós
passamos um mês organizando. Na ocasião, cinco jovens foram assassinados
em Paripe por moradores da comunidade. Comerciantes, policiais que
estavam muito chateados com o fato de esse grupo de jovens ter cometido
pequenos delitos. Furtavam biscoito na venda, vendiam relógios, pegavam
morceguinho pra pongar no ônibus, faziam umas badernas à noite, bebiam,
entre eles tinha uma jovem. O que eles fizeram? Eles assassinaram esses
jovens depois de muita tortura e carbonizaram os corpos. Na mesma época
(março de 2005), duas semanas depois, sete jovens foram assassinados no
Nordeste de Amaralina e suas mortes atribuídas à guerra do tráfico. Só
que nós, muita gente da Campanha do Reaja, morávamos no Nordeste de
Amaralina e sabíamos que esses jovens não faziam parte do tráfico de
drogas. Não existia uma guerra de tráfico de drogas, existia uma ação da
polícia ou uma ação de grupos tolerados pela polícia, com pagamento
explícito dos comerciantes da área, pra ‘limpar’ a comunidade.

O 13 DE MAIO E A CAMPANHA REAJA UM SOCO NA REPUBLICA QUE NÃO CHEGA

Pela passagem dos cinco anos da Campanha Reaja na Bahia !!!
Tenho pensado em porque o 13 de maio ainda é amplamente comemorado em todo o país. Agora, por ocasião do aniversário da Campanha Reaja, farei um breve comentário de um assunto que merece ser tematizado. Vlamyra Albuquerque aborda isso em seu livro, “O Jogo da Dissimulação”.
O 13 de maio, tendo sido fruto de uma pressão de republicanos e uma sobrevida para os monarquistas, seria lembrado como a glória histórica dos dois sistemas. Não era uma festa para negros comemorarem, porque a comemoração é uma auto-afirmação de seu mundo e isto, os monarquistas pouco compreendiam e os republicanos, bulhufas. Não era para existir Congadas, Bembé do Mercado e nem Reisados.
A república queria mesmo era ungir um mundo de iguais sem rostos da Republica que anunciava uma agenda emancipatória. No final do império existia uma Guarda Negra, formada por escravos libertos que entendia a importância de um terceiro reinado para a monarquia.Silva jardim, um famoso republicano que fora duramente combatido publicamente por dezenas de membros da Guarda Negra. Um prenúncio de uma republica eurocêntrica que tinha medo dos pretos que gostava da princesa e que tinha desconfiança dos brancos ricos materialistas. Hoje sentimos as faltas históricas de uma decadente Monarquia e de uma República não realizada e que nem por isso deve ser maniqueistamente tratada.
A Campanha Reaja continua confrontando modelos de Estado que não realiza a liberdade, a igualdade, nem a fraternidade para todos.Também está confrontando as alternativas dos brancos ricos cristãos da nova esquerda que também não realizou o socialismo humanitário.Precisamos compreender que tivemos que superar o ideário monarquista que não realizou a igualdade material que nos livraria do jugo histórico de uma saga escravocrata. Mas é bem verdade que os senhores do café e do leite eram republicanos e não gostavam de pretos.
A Campanha Reaja sobrevive no limbo dos modelos de Estado e regimes de governo que não realiza a igualdade entre pessoas. A Campanha Reaja continua a expor os pretos contra mundos que se disputam e querem negros como troféus!

A Campanha não era para perdurar. Não era para continuar existindo para alguns republicanos e muito menos para alguns monarquistas da atualidade.


Viva o Reaja Viva!

15 de maio DIA DO ASSISTENTE SOCIAL


O Serviço Social nasceu da necessidade do enfrentamento do conjunto das expressões das desigualdades da sociedade capitalista. Estas expressões caracterizadas como questões sociais (fome, desemprego, falta de moradia, etc.) é que constituem o objeto de trabalho do assistente social.

A prática profissional em seu surgimento, esteve por muito tempo ligada ä Igreja Católica que trabalhava as questões sociais de forma assistencialista. Nesta época, as mocas de famílias nobres saíam de suas casas para dar esmolas e fazer visitas aos pobres e eram assim conhecidas com “damas de caridade”.

A partir da década de 60 a prática profissional foi rompendo laços com a Igreja Católica e sendo repensada de forma mais técnica e científica dentro da universidade. Assim, as escolas de Serviço Social começaram a trabalhar os estudantes como futuros profissionais que seriam preparados para serem planejadores, executores e avaliadores das políticas sociais.

Apesar de toda essa trajetória, algumas pessoas ainda pensam erroneamente que o assistente social é um profissional que faz caridade. Isso acontece porque muitas pessoas não conhecem a fundo os seus direitos. Desse modo, quando o assistente social viabiliza o acesso aos direitos sociais garantidos em lei, ele é tido muitas vezes como uma pessoa bondosa.

Dentre as atribuições do assistente social, de acordo com a lei nº 8.662/93 (Lei de Regulamentação da Profissão) destacam-se:

· Elaborar, implementar, assessorar, coordenar e executar as Políticas Sociais, públicas, privadas e filantrópicas, no âmbito da seguridade social (Saúde, Assistência e Previdência) e, ainda, no Meio Ambiente, na Habitação, no Lazer, na Educação e outras;
· Elaborar, coordenar, executar e avaliar planos, programas e projetos na área do Serviço Social;
· Pesquisas e estudos que possibilitem o conhecimento da realidade social;
· Prestar assessoria e consultoria aos órgãos da administração pública, direta e indireta, empresas e movimentos sociais.

Vale lembrar que para exercer essa profissão a pessoa deverá ingressar na universidade e após quatro anos de estudos acadêmicos se inscrever no Conselho Regional de Serviço Social (CRESS) que o credenciará para assumir as competências privativas de assistente social.

Hoje a profissão de Serviço Social é vista por alguns como a “profissão do futuro”, sendo assim, vale a pena ser também um profissional do futuro, com a preocupação não somente com o que virá pela frente, mas principalmente com a presente realidade social dos que precisam deste serviço.